sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Friedrich Nietzsche

Friedrich Wilhelm Nietzsche (Röcken, Friedrich Wilhelm Nietzsche (Röcken, 15 de Outubro de 1844 — Weimar, 25 de Agosto de 1900) foi um influente filósofo alemão do século XIX..
Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu numa família luterana em 15 de outubro de 1844, filho de Karl Ludwig, seus dois avós eram pastores protestantes; o próprio Nietzsche pensou em seguir a carreira de pastor. Entretanto, Nietzsche rejeita a fé durante sua adolescência, e os seus estudos de filologia afastam-no da tentação teológica. Iniciou seus estudos no semestre de Inverno de 1864-1865 na Universidade de Bonn em Filologia Clássica e Teologia evangélica. Em Bonn, participou da Burschenschaft Frankonia, a qual acabou abandonando em razão de atrapalhar seus estudos. Por diferentes motivos transfere-se depois para Universidade de Leipzig, mas isso se deve, acima de tudo, à transferência do Prof. Friedrich Ritschl (figura paterna para Nietzsche) para essa Universidade. Durante os seus estudos na universidade de Leipzig, a leitura de Schopenhauer (O Mundo como Vontade e Representação, 1820) vai constituir as premissas da sua vocação filosófica. Aluno brilhante, dotado de sólida formação clássica, Nietzsche é nomeado aos 25 anos professor de Filologia na universidade de Basileia. Adota então a nacionalidade suíça
Em 1879 seu estado de saúde obriga-o a deixar o posto de professor. Sua voz, inaudível, afasta os alunos. Começa então uma vida errante em busca de um clima favorável tanto para sua saúde como para seu pensamento (Veneza, Gênova, Turim, Nice, Sils-Maria…): "Não somos como aqueles que chegam a formar pensamentos senão no meio dos livros - o nosso hábito é pensar ao ar livre, andando, saltando, escalando, dançando (… )." Em 1882 ele encontra Paul Rée e Lou Andreas-Salomé, a quem pede em casamento. Ela recusa, após ter-lhe feito esperar sentimentos recíprocos. No mesmo ano, começa a escrever o Assim Falou Zaratustra, quando de uma estada em Nice. Nietzsche não cessa de escrever com um ritmo crescente. Este período termina brutalmente em 3 de Janeiro de 1889 com uma "crise de loucura" que, durando até a sua morte, coloca-o sob a tutela da sua mãe e sua irmã. No início desta loucura, Nietzsche encarna alternativamente as figuras míticas de Dionísio e Cristo, expressa em bizarras cartas, afundando depois em um silêncio quase completo até a sua morte. Uma lenda dizia que contraiu sífilis. Estudos recentes se inclinam antes para um cancro no cérebro, que eventualmente pode ter origem sifilítica. Sua irmã Elizabeth Vöster Nietzsche falseou seus escritos após a sua morte para apoiar uma causa anti-semita. Falácia, tendo em vista a repulsa de Nietzsche ao anti-semitismo em seus escritos. Entretanto, sua irmã morre confortavelmente sob a tutela nazista.[2]
Durante toda a vida sempre tentou explicar o insucesso de sua literatura, chegando a conclusão de que nascera póstumo, para os leitores do porvir. O sucesso de Nietzsche, entretanto, sobreveio quando um professor dinamarquês leu a sua obra Assim Falou Zaratustra e, por conseguinte, tratou de difundi-la, em 1888.
Muitos estudiosos da época tentaram localizar os momentos que Nietzsche escrevia sob crises nervosas ou sob efeito de drogas (Nietzsche estudou biologia e tentava descobrir sua própria maneira de minimizar os efeitos da sua doença).





                                         

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Idependencia Do Brasil Teve Guerras, defendem Historiadores

 
Em 1822, vestindo um imponente fardão imperial, Dom Pedro, cercado pelos Dragões da Independência, ergueu sua espada e disparou contra Portugal: “Independência ou Morte!”. Sem lutar, fundou ali uma nação. Bonito, mas a emancipação política do Brasil, comemorada neste dia 7 de setembro, não foi tão plástica e pacífica quanto sugere a descrição do quadro do pintor Pedro Américo (foto), tampouco isenta de conflitos. “Costuma-se dizer que não houve revolução nem guerras de independência no Brasil. Isto é um equívoco”, afirma o historiador da Universidade de São Paulo (USP), João Paulo Garrido Pimenta.

“Foi uma revolução do ponto de vista da construção de um novo Estado, baseado em um novo ideal político. Além disso, também existiu um enfrentamento para a construção de uma unidade”, explica a pesquisadora do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP e editora da revista eletrônica Almanack Braziliense, Andréa Slemian.

Nas províncias da Cisplatina, atual Uruguai, Bahia, Piauí, Maranhão e Pará, partidários dos portugueses, geralmente comerciantes ligados à Metrópole, não aceitaram de cara a separação. Em Salvador, por exemplo, a independência só é comemorada em 2 de julho, pois foi neste dia, em 1823, que as tropas brasileiras conseguiram conter os pró-lusitanos. 

“A independência do Brasil foi uma solução momentânea, porque criou um novo problema para as elites: a construção da unidade”, completa Andréa. Estava lançado o desafio: agregar regiões tão diferentes em torno de uma ideia nacional.

Pretendendo fortalecer união, vinda da Família Real favorece separação
Na parte espanhola da América, os vários processos de emancipação, iniciado com a Venezuela em 1810, resultaram em uma série de nações fragmentadas. Mas nenhuma outra colônia, conta a pesquisadora do IEB, havia acolhido a própria Família Real como o Brasil em 1808.

Fugindo das tropas napoleônicas, que já haviam invadido a Espanha no ano anterior, o príncipe regente Dom João VI desembarcou na colônia de mala, cuia e com toda a corte na bagagem para preservar a figura do rei e do poder concentrado em torno da coroa portuguesa. “Com a vinda da corte o Brasil ganhou outra estatura política”, explica o historiador da USP.

Pimenta conta ainda que em 1815, quando o Brasil foi elevado à condição de Reino Unido de Portugal e Algarves, a ex-possessão foi “ganhando ares de que podia governar a si mesma”. Para melhor administrar, a Coroa tratou de criar órgãos públicos, como o Banco do Brasil e a Imprensa Régia. Com isso, mesmo com o intuito de fortalecer a união entre colônia e Metrópole, a vinda da Família Real criou estruturas públicas para que o Brasil pudesse se administrar.

Mas com o fim das Guerras Napoleônicas, em 1820, a aristocracia em Lisboa se reestruturou, constituiu as chamadas Cortes, assembleias legislativas, e exigiu o retorno de Dom João VI, coroado rei de Portugal. Mais uma vez, ele optou pela unificação e, antes que as províncias brasileiras apoiassem as Cortes, retornou para também aprovar a mudança de regime para a monarquia constitucional. Para manter o vínculo no país, deixou seu filho, o príncipe Dom Pedro.

“A realidade inspira e não escraviza o pintor”
As elites viram no príncipe uma oportunidade para promoverem seus interesses políticos e manter os privilégios comerciais ante os portugueses, conseguidos com mudança do pólo econômico e administrativo de Lisboa para o Rio de Janeiro. “Dom Pedro era uma espécie de transição entre a velha e a nova ordem e por isso ele é mais facilmente aceito por diferentes grupos. Ele personifica uma certa estabilidade em meio a uma revolução”, explica Pimenta. Tanto que traços do regime anterior, como a escravocracia e a monocultura, foram mantidos. “Não existe revolução que transforme todas as coisas ao mesmo tempo."

O historiador explica que a Independência foi um processo que aconteceu ao longo de 1822, desde 9 de janeiro, o “dia do fico”, em que o príncipe rejeitou o ultimato para retornar a Lisboa, passando por 12 de outubro quando foi aclamado Imperador. O processo continuou até 1º de dezembro, quando Dom Pedro enfim foi coroado. Para Pimenta, tanto a aclamação quanto a coroação “são mais importantes que o 7 de setembro”. “O grito do Ipiranga, se é que existiu mesmo, foi conhecido por pouca gente. Os dados são muito escassos", afirma.

“O problema é a gente sempre pensar a história do Brasil como uma jabuticaba, algo que só aconteceu aqui. Todos os estados nacionais, além de criarem suas instituições, inventam sua história”, pondera Andréa.

Em um livreto impresso em 1888, em Florença, Pedro Américo conta a respeito da tela “Grito do Ipiranga”, onde destaca que “a realidade pode inspirar, mas não escravizar o pintor”. O quadro, segundo o próprio pintor, pretendia engrandecer e glorificar a população brasileira que nascia naquele momento, conforme o livro “O Brado do Ipiranga”, de Cláudia Valladão de Mattos e Cecília Helena de Salles Oliveira. O quadro foi pintado para o Museu do Ipiranga, construído entre 1885 e 1890 para celebrar a proclamação da Independência.

sábado, 4 de setembro de 2010

Anarquismo X Comunismo, Qual A Diferença?



Qual A diferença? Vemos tanto explicações diversas sobre estes assuntos, Mas muitas vezes esses assuntos parecem confundir algumas pessoas, abaixo a explicação.

Anarquia=Anarquismo: é uma palavra que deriva da raiz grega αναρχία — an (não, sem) e archê (governador) — e que designa um termo amplo que abrange desde teorias políticas a movimentos sociais que advogam a abolição do capitalismo e do Estado enquanto autoridade imposta e detentora do monopólio do uso da força. Exemplificando, Anarquismo é a teoria libertária baseada na ausência do Estado. De um modo geral, anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica que não seja livremente aceita [1], defendendo tipos de organizações horizontais e libertárias.


Comunismo= Comunismo: é uma ideologia e um sistema econômico que tem por objetivo a criação de uma sociedade sem classes baseada na propriedade comum dos meios de produção, com a consequente abolição da propriedade privada. O comunismo, cujas origens remontam às obras de Karl Marx, é normalmente considerado como parte de um mais amplo movimento socialista. Sob tal sistema, o Estado não teria necessidade de existir e seria extinto.

 Como podemos notar nestes dois textos, o Comunismo seria uma forma onde existiria entre aspas um governo onde as propriedades são coletivas, e as decisões são tomadas pelo conselho que substituía toda a sociedade. O anarquismo seria a ausência total de qualquer governo ou algo do tipo, por isso algumas pessoas em certas ocasiões  chegam a dizer que alguma coisa desorganizada chega ser uma anarquia, que seria uma explicação que muito que não concordam dizem, com ausência total do governo, tudo seria uma bagunça.

Bom Pessoal, por enquanto é só, Até a próxima....

Proclamação da Independência

Como estamos chegando perto desta data Historica, em  homenagem estou postando este resumo, intitulado Proclamação da Independencia.
Em abril a popularidade do príncipe foi comprovada durante uma viagem a Minas Gerais. De lá seguiu para São Paulo, a fim de pacificar rebeliões na província. Em 7 de setembro, quando ia de Santos para a capital paulista, recebeu notícias de Portugal por cartas de José Bonifácio e da esposa Maria Leopoldina da Áustria, contando-lhe que havia promulgado a independência brasileira, uma vez que a corte portuguesa exigia o seu retorno e com isso não acontecendo, programava uma ação militar contra o Brasil. Foi então que, junto ao riacho do Ipiranga (São Paulo), o herdeiro de D. João VI proferiu o famoso Grito do Ipiranga: "Independência ou Morte!".
D. Pedro I contou, naturalmente, com o apoio do "povo" e, de volta ao Rio de Janeiro, em 12 de outubro, foi proclamado imperador e "defensor perpétuo do Brasil". Em 1 de dezembro foi sagrado e coroado. A Independência do Brasil foi contestada em território brasileiro por tropas do Exército Português, especialmente nas regiões onde, por razões estratégicas, elas se concentravam, a saber, nas então Províncias Cisplatina, da Bahia, do Piauí, do Maranhão e do Grão-Pará (Guerra da Independência do Brasil). A Independência foi oficialmente reconhecida por Portugal e pelo Reino Unido somente em 1825

Pesquisadores encontram templo de 3.000 anos.

Arqueólogos desenterraram na Jordânia um templo construído há 3.000 anos, na Idade do Ferro, com uma coleção de estatuetas de deuses antigos e vasos circulares de barro usados em rituais religiosos.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira por cientistas. O chefe do Departamento de Antiguidades da Jordânia, Ziad al-Saad, afirmou que o santuário é do século 8 a.C. e foi descoberto em Khirbat 'Ataroz, próximo à cidade de Mabada, a aproximadamente 32 quilômetros da capital, Amã.
Ele afirmou que o complexo possui uma sala principal que mede 36 metros quadrados, além de duas antecâmaras e de um pátio aberto.
De acordo com al-Saad, o santuário e seus artefatos --feitos de calcário e basalto ou esculpidos em barro e bronze-- mostram os complexos rituais religiosos do antigo reino bíblico de Moab, na Jordânia.
"Hoje nós temos a evidência material, a prova arqueológica do nível de desenvolvimento da tecnologia e da civilização daquele período", afirmou.
Os moabitas, cujo reino se estendia pela costa montanhosa do Mar Morto, no território que hoje é a Jordânia, eram intimamente relacionados com os israelitas, embora os dois povos estivessem frequentemente em conflito. Em 582 a.C, os babilônios conquistaram o reino.
Os arqueólogos também desenterraram cerca de 300 vasos, estatuetas de divindades e artefatos usados nos rituais do local. Al-Saad afirmou que é raro encontrar tantos itens da Idade do Ferro no mesmo sítio.
As escavações começaram em Khirbat 'Ataroz em 2000, com a cooperação da Universidade de La Sierra, da Califórnia. A maioria dos objetos, no entanto, só foi descoberta nos últimos meses.
Entre os itens expostos nesta quarta-feira, há uma estatueta do deus Hadad, assim como delicados vasos de barro usados nos rituais sagrados.
Al-Saad afirmou que os objetos indicam que os moabitas adoravam vários deuses diferentes e que tinham um uso ritual dos templos altamente organizado.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Stephen Hawking descarta Deus na equação do universo

Dias antes da publicação do novo livro de Stephen Hawking, o jornal The Times avança um excerto da obra onde o físico inglês defende que a lei da gravidade é suficiente, por si só, para a criação deste e de outros universos e que, por isso, não é necessário "invocar Deus".Devido à existência de uma lei como a da gravidade, o universo pode criar-se a partir do nada. A criação espontânea é a razão pela qual há algo em vez de nada, porque o universo existe, porque nós existimos", lê-se no excerto do livro assinado por Hawking e pelo físico norte-americano Leonard Mlodinow. "Não é necessário invocar Deus para premir o gatilho e pôr o universo em marcha", argumenta o físico.

Estas declarações são uma novidade na linha de pensamento de Hawking, que no seu grande êxito de 1988, "Uma breve história do tempo", revelava uma posição diferente: "Se descobríssemos uma teoria completa [do universo], seria o derradeiro triunfo da razão – porque assim conheceríamos a mente de Deus".

Em 1992, a descoberta de um planeta que gira à volta de outra estrela que não o Sol chamou a atenção de Hawking. "Isso torna a coincidência das condições do nosso planeta – um único Sol, a sorte da combinação da massa solar e da distância da Terra ao Sol – muito menos extraordinária e muito menos convincente como prova de que a Terra foi cuidadosamente desenhada para fazer as vontades aos seres humanos", disse o físico, citado pelo The Guardian.

O manuscrito tem como título "The Grand Design" e vai ser editado a 9 de Setembro. O livro pretende explicar mistérios como o Big Bang ou a existência de outros universos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Homo Sapiens 1900


Documentario de Peter Cohen que chamou muito minha atenção, por abordar um tema muito discutido dentre o meio historico. Ainda não assisti todo documentario, por conta das falhas tecnicas, Mas brevemente estarei postando meus comentarios. Agradecimento ao professor Adilson, que nos mostrou este documentário em mais uma aula de Historiografia. Até mais....